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Tratamentos para o câncer de próstata

 

O câncer de próstata é o tumor mais frequente no sexo masculino, com exceção dos tumores de pele não melanoma. No Brasil, segundo estimativas do INCA, são esperados, cerca de 231.860 novos casos de câncer do sexo masculino por ano, sendo que, destes, cerca de 56000 casos serão de câncer de pele não-melanoma,  e 49.530 de câncer de próstata, com um valor de risco estimado de 52 casos novos de câncer de próstata para cada 100.000 homens.

A idade é um fator de risco muito importante, dados de necrópsia comprovam o fato:  foi constatado o tumor em cerca de 40% dos homens acima de 50 anos, e em cerca de 70% dos pacientes com mais de 80 anos. Outros fatores de risco para o câncer de próstata que aumentam a incidência são a raça negra, historia familiar e fatores hormonais. A alimentação pode ser um fator de risco ou de prevenção, e também tem sido muito avaliada pelos pesquisadores, porém ainda não temos grandes níveis de evidência.

O diagnóstico precoce é muito importante para cura do paciente, sendo assim, homens devem procurar seu urologista para um acompanhamento ao completar  50 anos. Em casos de alto risco, como um parente próximo (filho, pai e irmão) com câncer de próstata, a consulta periódica  ao urologista deve acontecer a partir dos 40 anos. Diagnosticado o câncer de próstata,  hoje existem opções de tratamento com índices de cura, em casos iniciais, de 90 à 98%.

Em casos iniciais, como tratamentos recomendados para câncer de próstata, temos a cirurgia (prostatectomia radical), radioterapia conformacionada 3D, IMRT( radioterapia de intensidade modulada do feixe) e a Braquiterapia em "Real Time" com IGRT (radioterapia guiada por imagem). Todos estes tratamentos hoje são encontrados em São José do Rio Preto, um dos centros médicos mais completos do Brasil.

Radioterapia com planejamento computadorizado

A Radioterapia Conformacionada 3D foi um grande avanço na radioterapia, permitindo através do planejamento computadorizado com tomografia, o calculo exato da dose na próstata e nos órgãos vizinhos. Com isso tivemos mais precisão, e um grande aumento nos índices de cura com menores efeitos colaterais. O aumento dos índices de cura foram comprovados por estudos prospectivos  FASE III como de Pollack em 2002, realizado no M.D. Anderson CancerCenter em Houston, Texas.

O IMRT (radioterapia de intensidade modulada) consegue resultados ainda melhores que a radioterapia conformacionada 3D para próstata, seguindo a mesma linha do planejamento computadorizado, porém com o auxilio e execução de uma nova máquina, um robô com 120 lâminas ( Multileaf), uma central de gerenciamento ( ARIA ), e uma Workstation 4D. Reduz as doses de radiação para menos da metade em órgãos vizinhos como reto e bexiga, reduzindo os efeitos colaterais para índices de 3%, e elevando os índices de cura, que chegam em 95% de cura em casos iniciais, com o escalonamento de dose.

A Braquiterapia de próstata também evoluiu muito, hoje temos vários tipos. Uma das mais modernas é a Braquiterapia HDR (high-dose rate) em "real time" e guiada por imagem, utilizada nos melhores centros de tratamento de câncer, como: M.D. Anderson Cancer Center em Houston,Texas;  Memorial Sloan-Ketterring Cancer Center em Nova York, NY e a Universidade da California em São Francisco, California ( todos no Estados Unidos).

Realizada em Rio Preto desde 2010, apresenta altos índices de cura, sendo um dos tratamento mais localizados para próstata e com menores efeitos colaterais. Ao contrário de outras braquiterapias, sua tecnologia robótica possibilita que o paciente não fique com fontes radioativas após o tratamento.  A fonte que trata o paciente volta para dentro do robô, diminuindo o custo terapêutico e impossibilitando que fontes de radiação fiquem no paciente. Utilizando o planejamento computadorizado conformacional 3D permite uma dose mais homogênea e localizada na próstata.  Hoje, a braquiterapia tem sido um dos tratamentos mais utilizados nos centros citados, associados a radioterapia conformacional 3D e a IMRT, para tumores de próstata.

Júlio César Pereira Cardoso Neto,

Radioncologista da URRMEV

Referências Bibliográficas:

1 - Perez, CA et al. Principles and Pratice of Radiation Oncology. 4 edição

2 - Mack Roach III et al. Handbook of evidence-based Radiation Oncology, 2 edição

3 - Radioterapia baseada em evidências, SBRT,1 edição

4 - Pollack, A. et al.Prostate cancer radiation  dose response : Results of the M. D. Anderson Phase III Randomized Trial IJROBP , Vol 53, No 5,  pp. 1097-1105, 2002.

 

 

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